quarta-feira, 18 de abril de 2012
Os amigos invisiveis
Os amigos invisiveis
Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade.
Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.
Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão.
Amizade não é dependência, submissão.
Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra.
É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa.
Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas.
E já se está falando mal dele por falta de notícias.
Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva?
A proximidade física nem sempre é afetiva.
Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto.
É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos.
São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade.
Aqueles que não estão perto podem estar dentro.
Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente.
Não vou mentir a eles ¿vamos nos ligar? num esbarrão de rua.
Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados.
Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos.
Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação.
Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca.
É glicose no sangue.
A serenidade.
by Fabricio Carpinejar
domingo, 15 de abril de 2012
VOCÊ TEM UM AMIGO (a)
Fiz este vídeo tentando de alguma forma homenagear aqueles que estão na minha vida há décadas.
Aqueles que contribuíram para que eu seja quem sou hoje. Amigos, família e amores.
Desejo de coração que vocês compreendam a importância de cada um de vocês na minha vida.
Desejo que compreendam esse meu jeito meio estúpido de ser e de viver.Pois é assim que eu sei viver.
Desejo que guardem em suas caixas de fotos e lembranças boas recordações dessa amiga.
Espero que me perdoem pelas horas em que não pude estar por perto.
Às vezes que magoei alguns de vocês com minhas ásperas palavras ou meu jeito desligado de ser.
Que relevem meus destemperos e rompantes de sabidona... Acreditem puro excesso de vivência e zelo por vocês para que não falhassem onde falhei... mesmo assim, justificado, relevem se puderem.
Espero também que todos os meus eternos desejos de felicidades para vocês tenham chegado em cada um seja lá onde estiverem ou estarão e que estejam felizes ou trabalhando para isso!
Peço queridos amigos, que não me interpretem mal pela fama de durona. Não sou não, apenas me protegi muitos anos dos tropeços da vida, já passou. Aprendi controlar meus limites, me permito aparentar fraca quando estou fraca, triste quando estou triste. Viram? A gente aprende.
Familiares, quantas saudades... Tivemos que continuar nos amando mesmo à distância.. que bom que tínhamos todo esse amor que nos manteve unidos até hoje desde a infância...e os que estão por perto que benção usufruir de suas companhias e presenças.
Amores que vivi, amor que magoei. Perdão! É só o que posso pedir. Se magoei, se fui eu mesma, se decepcionei, se parti ao invés de ficar tente me perdoar. Sou assim, feita de vida e de vento, não consigo ficar parada preciso pulsar e voar. Não me queiram mal. Amo amar assim, desse jeito assim, só meu.
Aqueles que não estão no filme estão certamente no meu coração, acreditem.
Aqueles que se foram a saudade será eterna e vivida como deve ser, jamais esquecida.
A mim,
A mim resta dizer:
Amigos sou luz, sol, vida, mar e vento. Sou energia e serei sempre, sempre alegria.
Beijos no coração de cada um de voces. You´ve got a friend.
Você Tem Um Amigo
Quando você estiver deprimido e confuso
E você precisa de amor e carinho e nada, nada estiver dando certo.
Feche os olhos e pense em mim
E logo eu estarei lá
Para iluminar até mesmo suas noites mais sombrias.
Apenas chame meu nome,
E você sabe, onde quer que eu esteja
Eu virei correndo, oh sim para
Vê-lo novamente.
Inverno, primavera, verão ou outono,
Tudo que você tem a fazer é chamar
E eu estarei lá, sim,sim, sim
Você tem um amigo.
E o céu acima de você
Tornar-se escuro e cheio de nuvens
E aquele antigo vento norte começar a soprar,
Mantenha sua cabeça sã e chame meu nome em voz alta
E logo eu estarei batendo na sua porta.
Apenas chame meu nome,
E você sabe onde quer que eu esteja
Eu virei correndo para te ver novamente.
Inverno, primavera, verão ou outono,
Tudo que você tem a fazer é chamar
E eu estarei lá,sim, sim, sim
Ei, não é bom saber que você tem um amigo?
As pessoas podem ser tão frias.
Elas te magoarão e te abandonarão.
E então elas tomarão sua alma se você deixá-los.
Ah, sim, mas não permita-lhes.
Apenas chame meu nome,
E você sabe que onde eu estou
Eu virei correndo para te ver novamente.
Oh, você não sabe que no,
Inverno, primavera, verão ou outono,
Ei, agora tudo que você tem a fazer é chamar.
Senhor, eu estarei lá, sim eu estarei.
Você tem um amigo.
Você tem um amigo.
Não é bom saber que você tem um amigo.
Não é bom saber que você tem um amigo.
Você tem um amigo.
Felicidade está no momento e nos detalhes
A felicidade está no detalhe do olhar.
Está no momento que tudo que se quer é estar.
E ficar.
Felicidade está na cor do amarelo
Na esperança do verde se está verde,
E no se sentir madura,se chegada for a maturidade.
Felicidade vai onde você for.
Mas não é preciso parar...
ela corre mais que o vento atrás de você.
Não deixe que ela te passe, contemple-a.
A felicidade está ali, no cantinho do quarto.
Está no cantinho do olho.
Junto ao brinquedo,
sem medo.
Deixe ela chegar.
Abrace o sorriso e beije a alegria.
Eles te farão companhia na travessia e
quando a felicidade te alcançar...
saberás reconhecer o momento e os detalhes que te fizeram merecê-la.
Aproveite.
Deite.
Deixe para lá.
Relaxe.
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
Escrevo e ponto
Escrevo.
Porque quando escrevo desocupo, crio espaço, abro vagas no meu coração.
Brechas para que as novas sensações e emoções possam ocupar o vão.
Se eu não escrever...
Se não der vazão ao volume de pensamentos que se aglomeram, criam-se congestionamentos, meus caminhos, minhas veias se fecham – o caos se instala.
Meu coração pode explodir.
E, se assim for
Não hei de viver, renegarei
Nem a razão e nem a emoção.
Tudo que vivi terá sido em vão.
Escrevo, perdão.
Márcia Santos
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Mas livrai-nos do mal, amém!
Oração do Pai Nosso
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Vosso nome.
Venha a nós o Vosso Reino.
Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos daí hoje.
Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
E não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Jesus Cristo,
Mateus, 6:9-13
Banho de solidão...
Me deixem ficar em silêncio
Me deixem falar comigo mesma
Preciso me ouvir.
Preciso repetir as coisas das quais não posso me esquecer
Preciso de solidão
Um banho de imersão...
O som das muitas palavras me incomoda
O silêncio me consola
Permitam que eu seja egoísta
Permitam que eu pense em mim
Num canto
Procuro resposta e encontro o pranto
Deixem que eu desabafe
Me deixem por enquanto
Aqui, quietinha no meu canto
A água que escorre
lava e leva para o ralo as angústias
as tristezas
as lágrimas do pranto...
Me deixem em silêncio
O silêncio ajuda o tempo
E o tempo passa
Com ele vai tudo que incomoda
Sem ele ficam as mágoas
as lembranças...
Mas o tempo
Aliado ao silêncio
Pode trazer sossego
Pode trazer palavras
Pode acalmar o pranto
interromper o soluço
Confortar
A sabedoria
O respeito
E as respostas
Estão em mim...
Preciso desse banho de solidão
Permitam-me então.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Atravesso noites e dias no vento ...
...
"Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.
Irmã das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento
Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço, ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa rimada.
E um dia sei que estarei muda:
- mais nada."
Cecília Meireles
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Momento poesia...
"(...) sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações! (...)
"(...) Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho"
Eça de Queiroz
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Dante's Prayer - Oração de Dante
"Embora partilhemos deste humilde caminho, sozinhos
Como é frágil o coração
Oh, dê a estes pés de barro - asas para voar
Para tocar a face das estrelas"
sábado, 19 de novembro de 2011
SILÊNCIO!
Quando não há o que ser dito, é melhor calar-se.
Quando precisar pensar, recolha-se.
Quando a angustia tomar conta do seu coração, ore.
Quando sentir aquela vontade de partir, sente-se
A paciência é a maior virtude
A resignação um bom consolo
A pressa uma inimiga
As palavras: tanto libertam como aprisionam.
É preciso saber usá-las.
Se não está seguro...
É melhor calar-se!
Quando precisar pensar, recolha-se.
Quando a angustia tomar conta do seu coração, ore.
Quando sentir aquela vontade de partir, sente-se
A paciência é a maior virtude
A resignação um bom consolo
A pressa uma inimiga
As palavras: tanto libertam como aprisionam.
É preciso saber usá-las.
Se não está seguro...
É melhor calar-se!
domingo, 16 de outubro de 2011
Proteção nunca é demais!
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me exerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.
Jesus Cristome proteja e me defenda com o poder de sua Santa e Divina Graça, a Virgem Maria de Nazaré, me cubra com o seu Sagrado e divino manto, me protegendo em todas minhas dores e aflições, e Deus com a sua Divina Misericórdia e grande poder, seja meu defensor, contra as maldades de perseguições dos meus inimigos, e o glorioso São Jorge, em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré, e em nome da falange do Divino Espírito Santo, me estenda o seu escudo e as suas poderosas anulas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, do poder dos meus inimigos carnaise espirituais e de todas sua más influências, e que debaixo das patas de seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós, sem se atreverema ter um olhar sequer que me possa prejudicar.
Assim seja com o poder de Deus e de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
Amém.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Metamorfose...
“É que por enquanto a metarmofose de mim em mim mesma não faz sentido. É uma metamorfose em que eu perco tudo o que tinha, e o que sou. E agora o que sou? Sou: estar de pé diante de um susto. Sou: o que vi. Não entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta, com seus planetas e baratas.” – Clarice Lispector
domingo, 15 de maio de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Estar comigo mesma....
Se deito e não
consigo dormir
Se ando, me canso
Se penso, reflito
E fico sem saber o que registrar
A noite chega e com ela meus pensamentos
Eles parecem sonhos que não querem adormecer
Incomoda-me
me fazer virar e revirar de um lado para o outro
Penso que deveria levantar e escrever
Escrever sobre o quê?: INSÔNIA
Não, não quero escrever
Preciso dormir, preciso desconectar-me
Preciso viajar e parar em algum lugar para
descansar
deste eterno movimento, desta eterna agonia
Que é o meu viver
O meu viver comigo mesma.
domingo, 27 de março de 2011
Ele consegue escrever poeticamente o que não sei expressar....
Traduzir
Por José Saramago
"Escrever é traduzir. Sempre o será. Mesmo quando estivermos a utilizar a nossa própria língua. Transportamos o que vemos e o que sentimos (supondo que o ver e o sentir, como em geral os entendemos, sejam algo mais que as palavras com o que nos vem sendo relativamente possível expressar o visto e o sentido…) para um código convencional de signos, a escrita, e deixamos às circunstâncias e aos acasos da comunicação a responsabilidade de fazer chegar à inteligência do leitor, não a integridade da experiência que nos propusemos transmitir (inevitavelmente parcelar em relação à realidade de que se havia alimentado), mas ao menos uma sombra do que no fundo do nosso espírito sabemos ser intraduzível, por exemplo, a emoção pura de um encontro, o deslumbramento de uma descoberta, esse instante fugaz de silêncio anterior à palavra que vai ficar na memória como o resto de um sonho que o tempo não apagará por completo.
O trabalho de quem traduz consistirá, portanto, em passar a outro idioma (em princípio, o seu próprio) aquilo que na obra e no idioma originais já havia sido “tradução”, isto é, uma determinada percepção de uma realidade social, histórica, ideológica e cultural que não é a do tradutor, substanciada, essa percepção, num entramado linguístico e semântico que igualmente não é o seu. O texto original representa unicamente uma das “traduções” possíveis da experiência da realidade do autor, estando o tradutor obrigado a converter o “texto-tradução” em “tradução-texto”, inevitavelmente ambivalente, porquanto, depois de ter começado por captar a experiência da realidade objecto da sua atenção, o tradutor realiza o trabalho maior de transportá-la intacta para o entramado linguístico e semântico da realidade (outra) para que está encarregado de traduzir, respeitando, ao mesmo tempo, o lugar de onde veio e o lugar para onde vai. Para o tradutor, o instante do silêncio anterior à palavra é pois como o limiar de uma passagem “alquímica” em que o que é precisa de se transformar noutra coisa para continuar a ser o que havia sido. O diálogo entre o autor e o tradutor, na relação entre o texto que é e o texto a ser, não é apenas entre duas personalidades particulares que hão-de completar-se, é sobretudo um encontro entre duas culturas colectivas que devem reconhecer-se."
Por José Saramago
"Escrever é traduzir. Sempre o será. Mesmo quando estivermos a utilizar a nossa própria língua. Transportamos o que vemos e o que sentimos (supondo que o ver e o sentir, como em geral os entendemos, sejam algo mais que as palavras com o que nos vem sendo relativamente possível expressar o visto e o sentido…) para um código convencional de signos, a escrita, e deixamos às circunstâncias e aos acasos da comunicação a responsabilidade de fazer chegar à inteligência do leitor, não a integridade da experiência que nos propusemos transmitir (inevitavelmente parcelar em relação à realidade de que se havia alimentado), mas ao menos uma sombra do que no fundo do nosso espírito sabemos ser intraduzível, por exemplo, a emoção pura de um encontro, o deslumbramento de uma descoberta, esse instante fugaz de silêncio anterior à palavra que vai ficar na memória como o resto de um sonho que o tempo não apagará por completo.O trabalho de quem traduz consistirá, portanto, em passar a outro idioma (em princípio, o seu próprio) aquilo que na obra e no idioma originais já havia sido “tradução”, isto é, uma determinada percepção de uma realidade social, histórica, ideológica e cultural que não é a do tradutor, substanciada, essa percepção, num entramado linguístico e semântico que igualmente não é o seu. O texto original representa unicamente uma das “traduções” possíveis da experiência da realidade do autor, estando o tradutor obrigado a converter o “texto-tradução” em “tradução-texto”, inevitavelmente ambivalente, porquanto, depois de ter começado por captar a experiência da realidade objecto da sua atenção, o tradutor realiza o trabalho maior de transportá-la intacta para o entramado linguístico e semântico da realidade (outra) para que está encarregado de traduzir, respeitando, ao mesmo tempo, o lugar de onde veio e o lugar para onde vai. Para o tradutor, o instante do silêncio anterior à palavra é pois como o limiar de uma passagem “alquímica” em que o que é precisa de se transformar noutra coisa para continuar a ser o que havia sido. O diálogo entre o autor e o tradutor, na relação entre o texto que é e o texto a ser, não é apenas entre duas personalidades particulares que hão-de completar-se, é sobretudo um encontro entre duas culturas colectivas que devem reconhecer-se."
quarta-feira, 9 de março de 2011
P.A.I. - Por Amor Incondicional
Foi por esse amor incondicional que fui à SP durante o feriado do carnaval para visitar e saber como anda meu pai.
Confissão: foi muito difícil segurar a emoção ao vê-lo tão abatido, magro e com aparência de quem esteve muito doente.
Sinceramente, preferia tê-lo visto mais forte, menos inofensivo, afinal é meu pai e teoricamente deveria ser bem mais forte e seguro que eu, filha e mulher.
Senti uma enorme vontade de trazê-lo para perto de mim. Como se ele estivesse precisando de ajuda ou de colo, mas sei pela lógica da situação que nossas vidas se encontram que ele está bem e bem cuidado por aqueles que o adotoram como pai e esposo.
Meu nó na garganta foi pelo choque, pela surpresa....
Meu pai, há tantos anos distante da nossa família percebi que ele tenta saber de todos, uma curiosidade natural toma conta dele em seus questionamentos... Deixei que ele visse algumas fotos da minha máquina e ele então com seu jeito brincalhão, condição que a doença não tirou dele, a brincadeira e a gozação.... Ele riu das pessoas, disse que todos envelheceram muito, menos ele.
Enfim, depois escrevo mais melhor sobre essa pessoa tão especial na minha vida.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Trocas inevitáveis, transformações....
Hoje transformamos o berço do nosso bebê em uma mini-cama....ficou linda e ele adorou a novidade ( pelo menos para pular e brincar)
Parece uma bobagem, mas para mim essa transformação simples é sinal de uma grande mudança.
Adoro tanto a fase de bebê.. adoro tanto cheirinho de bebê e possibilidade de se colocar nosso filho no colo e ninar..e proteger.
Daqui a pouco serão apenas lembranças.. deliciosas lembranças de ver aquela criaturinha tão pequena e indefesa adormecendo no meu colo.
Há uma confiança, uma segurança que colo de mamãe passa que o sono se torna tranquilo e sereno.. Nada pode atrapalhar esse momento.
Pois bem, esse momento aos poucos vão ficando escassos e raros...
Percebo que há alguns dias a atenção de Dante era toda voltada para mim quando eu chegava do trabalho. Dante tinha até o apelido de "grude" pois não largava do meu pé.
Hoje, algumas vezes, quando chego e ele está tão envolvido com os brinquedos que olha para mim, diz: mamãe! e se volta para os brinquedos..
É muito engraçado a sensação que essas pequenas mudanças causam, se não registrarmos ou através de fotos ou de postagens no Blog, acabam-se confundindo com o dia-a-dia e vc nunca mais lembrará dessas pequenas transformações e quando de repente se virar vai ter um guri descendo sozinho para o play e nós "mães" brigando para que subam para tomar banho.... Sei que será assim, é natural. Por isso quero aproveitar ao máximo meus dengos e chamegos com meu filho, meu bebê!
Tenho uma filha de 22 anos e muitas coisinhas do seu tempo de bebê não me recordo mais.. o tempo apagou, as pequenas mudanças foram se misturando e hoje quando vejo, tem uma linda mulher enorme deitada no quarto ao lado.
Lógico que amor de mãe não se mede pelo crescimento dos filhos. Amor de mãe não tem nada a ver com cheirinho de bebê e as gracinhas da infância. Amor de mãe vai além.
No meu caso, atualmente vivo dois extremos. Uma noite ri muito porque meus filhos estavam com cólica. Marianna, cólica mentrual e Dante cólica comum de recém nascido. Esses contrastes são engraçados e corriqueiros. As fomes e as ansiedades são diferentes, mas para mãe.. tudo é igual.. afinal é nosso filho..seja bebê ou seja adulto.
Marianna se produz e sai para a noite, a mim e só resta entregar na mão de Deus, nossa presença e nossos conselhos vão ficando cada dia menos necessários. Por outro lado, Dante só dorme depois de toda minha atenção, beijos, historinhas e brincadeirinhas na cama. Oramos e enfim ele adormece, mas essa rotina é um ritual entre mãe e filho, uma cumplicidade que adoro e vou manter enquanto ele quiser é claro...
Totalmente diferente da cumplicidade que Marianna compartilha comigo. Ela quer ouvir outros tipos de conselhos, quer compartilhar assuntos diversos sobre namorados, amigas, festa, shows cantadas que recebeu,"namorados" que só querem ficar, etc...
O encantador nessa minha história de mãe aos 20 e aos 40 é que me sinto preparada para cada uma das fases que meus filhos vivem.
Para Marianna o fato de eu ter vivido bastante, curtido bastante e conhecer um pouco da cabeça dessa juventude ajuda muito e nos aproxima, já ser mãe de Dante aos 40 anos me proporcionou uma experiência inenarrável, posto que é uma fase na minha vida em que estou muito mais segura de mim e das coisas que quero para minha vida, já cumpri a fase da minha realização profissional, com isso tenho mais tempo, valorizo mais o tempo ao lado dele.. tenho uma paciência que surpreendeu todos que convivem comigo, já que sou muito agitada e sempre mantive o discurso que não pretendia ter mais filhos, justamente por não ter paciência...
Adoro ser mãe dessas duas criaturinhas que Deus me abeçoou e me deu para criar e amar.
Peço sempre que Ele me permita vivenciar todas as fases que ainda virão, tanto de Marianna (netos) quanto de Dante ( diploma) srsrsrsrs Mãe é tudo igual....
Parece uma bobagem, mas para mim essa transformação simples é sinal de uma grande mudança.
Adoro tanto a fase de bebê.. adoro tanto cheirinho de bebê e possibilidade de se colocar nosso filho no colo e ninar..e proteger.
Daqui a pouco serão apenas lembranças.. deliciosas lembranças de ver aquela criaturinha tão pequena e indefesa adormecendo no meu colo.
Há uma confiança, uma segurança que colo de mamãe passa que o sono se torna tranquilo e sereno.. Nada pode atrapalhar esse momento.
Pois bem, esse momento aos poucos vão ficando escassos e raros...
Percebo que há alguns dias a atenção de Dante era toda voltada para mim quando eu chegava do trabalho. Dante tinha até o apelido de "grude" pois não largava do meu pé.
Hoje, algumas vezes, quando chego e ele está tão envolvido com os brinquedos que olha para mim, diz: mamãe! e se volta para os brinquedos..
É muito engraçado a sensação que essas pequenas mudanças causam, se não registrarmos ou através de fotos ou de postagens no Blog, acabam-se confundindo com o dia-a-dia e vc nunca mais lembrará dessas pequenas transformações e quando de repente se virar vai ter um guri descendo sozinho para o play e nós "mães" brigando para que subam para tomar banho.... Sei que será assim, é natural. Por isso quero aproveitar ao máximo meus dengos e chamegos com meu filho, meu bebê!
Tenho uma filha de 22 anos e muitas coisinhas do seu tempo de bebê não me recordo mais.. o tempo apagou, as pequenas mudanças foram se misturando e hoje quando vejo, tem uma linda mulher enorme deitada no quarto ao lado.
Lógico que amor de mãe não se mede pelo crescimento dos filhos. Amor de mãe não tem nada a ver com cheirinho de bebê e as gracinhas da infância. Amor de mãe vai além.
No meu caso, atualmente vivo dois extremos. Uma noite ri muito porque meus filhos estavam com cólica. Marianna, cólica mentrual e Dante cólica comum de recém nascido. Esses contrastes são engraçados e corriqueiros. As fomes e as ansiedades são diferentes, mas para mãe.. tudo é igual.. afinal é nosso filho..seja bebê ou seja adulto.
Marianna se produz e sai para a noite, a mim e só resta entregar na mão de Deus, nossa presença e nossos conselhos vão ficando cada dia menos necessários. Por outro lado, Dante só dorme depois de toda minha atenção, beijos, historinhas e brincadeirinhas na cama. Oramos e enfim ele adormece, mas essa rotina é um ritual entre mãe e filho, uma cumplicidade que adoro e vou manter enquanto ele quiser é claro...
Totalmente diferente da cumplicidade que Marianna compartilha comigo. Ela quer ouvir outros tipos de conselhos, quer compartilhar assuntos diversos sobre namorados, amigas, festa, shows cantadas que recebeu,"namorados" que só querem ficar, etc...
O encantador nessa minha história de mãe aos 20 e aos 40 é que me sinto preparada para cada uma das fases que meus filhos vivem.
Para Marianna o fato de eu ter vivido bastante, curtido bastante e conhecer um pouco da cabeça dessa juventude ajuda muito e nos aproxima, já ser mãe de Dante aos 40 anos me proporcionou uma experiência inenarrável, posto que é uma fase na minha vida em que estou muito mais segura de mim e das coisas que quero para minha vida, já cumpri a fase da minha realização profissional, com isso tenho mais tempo, valorizo mais o tempo ao lado dele.. tenho uma paciência que surpreendeu todos que convivem comigo, já que sou muito agitada e sempre mantive o discurso que não pretendia ter mais filhos, justamente por não ter paciência...
Adoro ser mãe dessas duas criaturinhas que Deus me abeçoou e me deu para criar e amar.
Peço sempre que Ele me permita vivenciar todas as fases que ainda virão, tanto de Marianna (netos) quanto de Dante ( diploma) srsrsrsrs Mãe é tudo igual....
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