sábado, 12 de abril de 2008

Quem é Márcia Santos?

"Nosso cuidado não deve ser o de viver muito tempo e sim o de viver bastante porque o primeiro depende do destino, e o segundo de nossa conduta” Miguel de Cervantes

Sou uma mulher. E hoje me sinto mais mulher que antes. Hoje sou uma mulher completa. Sou uma pessoa que viveu 40 anos e que tem mãe e pai vivos, que tem dois irmãos, que tem três sobrinhos, que tem tias e tios, primas e primos, amigos e amigas, muitos conhecidos, que tem um namorado que é amigo, marido, companheiro, amante, que tem uma filha adulta, linda, saudável, inteligente, única e mais próxima.
Sou uma mulher que conseguiu um nível superior na educação, que está a caminho de uma pós-graduação num curso que ajuda nos relacionamentos com Gente, gerir pessoas. Sou uma mulher que tem um trabalho, que faz o que gosta, que tem uma casa, que tem até um carro, tem uma faxineira, mulher que se cuida, que malha, que faz as unhas e cuida dos cabelos num salão de beleza onde servem capuccino, sou uma mulher que têm vários livros, inúmeros Cds, que tem TV a cabo e micro-0ndas. Sou uma mulher que toma Smirnoff Ice. Sou uma mulher que tem momentos de solidão sem nunca se sentir sozinha, que vai ao cinema e ao teatro, que curte shows. Sou uma mulher que tem orkut e que bate papo no MSN, que encontrou o grande amor da sua vida no Par Perfeito.com.br, que já viajou para os EUA, que foi a Disneylândia, que tem amigos internacionais. Sou uma mulher que viaja de avião, na maionese, nos sonhos, mas não gosta muito de viajar de carro.

Tenho pressa sem ser ansiosa. Sou uma mulher agitada e animada. Sou uma mulher feliz. Feliz com o que tenho, tranqüila com o que não tenho, sou uma mulher que vive todos os momentos com ênfase, com intensidade e sem grilos. Sou uma mulher que não gosta de brigar, mas que pede desculpas, que brinca com as chatices da vida. Sou uma mulher que conversa muito e não tem muita paciência com conversas fiadas, sou uma mulher que tem uma opinião, e que às vezes expressa, outras omite. Sou uma mulher que mesmo sendo extrovertida adora ficar introspectiva, "eu comigo mesma". Sou irritável e às vezes (que digam minhas amigas) irritante. Sou companheira e dedicada. Sou uma mulher que ama sem palavras, que toca sem dedos, que sente sem lágrimas. Sou amor, sou pura alegria, sou energia. Tenho preconceito de ter preconceitos, sou normal. Peco e peço perdão, não desanimo e não me arrependo, tenho feeling, mas me falta a culpa. Tenho razões mais fortes que as emoções e emoções que me fazem perder a razão. Sou ativa, sou de peixes, algumas vezes a cabeça está para um lado e outras para o outro...eu não sou ciumenta e nem possessiva. Sou inteira e intensa. Não sei ser menos e nem mais que eu mesma. Minha medida me deixa em paz. Minha cabeça e meu coração me guiam.
Sou uma mulher, mãe, amiga, irmã, filha, pessoa, criatura que tem e teve muita sorte e que graças a tudo que já vivi e a todos que cruzaram meu caminho me tornei assim: Márcia Santos.

domingo, 6 de abril de 2008

Como se comportar quando se completa 40 anos?

Será que exite alguma regrinha, alguma fórmula ou devemos continuar acordando como todos os dias em que tivemos 30 e poucos anos...?
Percebe-se que algo se transforma dentro de nós ao completarmos 40 anos. O primeiro pensamento que me veio à mente foi: Agora estou exatamento na metade da minha vida, isso significa que já vivi 40 anos..e de tudo que fiz, pelo meu raciocínio ainda me restam mais 40 + ou -, ou seja, tudo de novo para viver. Como vivi bem todos os 40 passados, ainda tenho muita coisa para viver, muitas experiências par adiquirir e, acredito que com as que já tenho, vivenciarei mais e melhor tudo que a vida ainda tem para me oferecer.
Descruzei os braços, me liguei nas coisas saudáveis que até hoje pude relevar.. Sou uma nova mulher, sou uma mulher repaginada pronta para novos e grande desafios. Estou quebrando meu bico.

Com a história que apresento abaixo sobre a superação da Àguia ao chegar aos 40 anos, dá para se ter bem uma idéia com o que devemos realmente nos preocupar ao completar 40 anos.

“A Águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie.
Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela tem de
tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com as unhas
compridas e flexíveis, já não consegue agarrar as suas presas, das quais se
alimenta; o bico alongado e pontiagudo curva-se, apontando contra o peito; as
suas asas estão envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar
torna-se muito difícil.
Então, a águia só tem duas alternativas: morrer ou
enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias. Este
processo consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se num ninho
próximo a um paredão, onde ela não necessite de voar.
Após encontrar esse
lugar, a águia começa a bater com o bico numa parede até conseguir arrancá-lo.
Depois espera até nascer outro, com o qual vai arrancar as unhas. Quando as
unhas novas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas e só depois
de cinco meses é que sai para o famoso vôo de renovação e para então viver mais
30 anos.
Na nossa vida, muitas vezes temos de nos resguardar por algum tempo
e começar um longo processo de renovação. Para que continuemos a voar em vôo de
vitória, devemos desprender-nos de idéias, lembranças, conceitos e de outras
tradições que nos causam dor.
Somente livres do peso do passado é que
poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Somente
livres do peso do passado é que podermos abrir-nos para novas aventuras que nos
levarão à vida.” ( autor desconhecido)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

CAMINHOS E ESCOLHAS ...

Acredito e prego que a felicidade está nas coisas pequenas, mas está principalmente em nós mesmos.
Devemos sim, viver a vida sem nos preocuparmos tanto com os "porquês" e nem os "Praques". Devemos aproveitar o instante divino que temos, um momento, um dia, uma noite, uma hora, uma emoção inesquecível, às vezes irreproduzível, ou seja, única.
Imagine o momento que está vivendo e não se esqueça que você é a dona e única responsável pelas suas escolhas. Aproveitar um momento e não se sentir presa é uma escolha, curtir as oportunidades que a vida coloca na nossa cara é uma escolha, arriscar tudo por um encontro, é uma escolha. Tudo na vida é uma escolha, então escolha ser feliz, ser livre para fazer o que bem entender e o que seu coração mandar. Um dia pode ser nada para muita gente, para outros um dia é "o dia" e este dia será lembrado para o resto da vida. Logo, percebemos que "tudo" na nossa vida ou "depende" ou é "relativo", o que é bom para um pode não ser para o outro. O que me faz feliz talvez não te faça. Conselhos são bons para nos apontar caminhos, mas nunca para nos dizer onde devemos ir, isso só a gente decide, ou melhor, escolhe.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Quando o amor é mais forte que tudo e maior que tudo!

Assisti um filme que me fez pensar nas formas de amar. Acho que vivo pensando nelas independente do filme, mas enfim. O amor quando descoberto, o amor quando não permitido, o amor que aguarda a hora certa para explodir. O amor sem rodeios e sem arestas.

O sentimento de duas pessoas, independe do sexo delas, do estado civil delas, da religião delas, nos valores, conceitos e pré-conceitos. O sentimento maior que une essas duas pessoas não anula todos os outros sentimentos que se possa ter ou experimentar. O sentimento que vou chamar de "not explain"ou simplesmente, inexplicável. Se trata de um sentimento de amizade envolvido numa paixão, mergulhada de tesão. É um sentimento que nem se precisa cobrar cumplicidade ele já nasceu cúmplice. Por que então se é tão grandioso fica guardado como um segredo. No meu entendimento é para se manter integro, puro, intocável, inabalável. Um segredo que garante aos envolvidos uma magia, um mistério. Um amor puro não sabe a força que tem, já ouvi uma música falando isso. Um amor puro quase natural. Por isso inexplicável. Quem explica a natureza?


Um amor que permite que você seja livre. Que te permite ser você mesmo. Que te permite falar sobre seus sentimentos, seus reais sentimentos sem nenhum tipo de ressentimento, ciúmes ou cobrança. Uma curiosidade para ssaber sobre sua vida pela simples razçao de saber quem você foi, quem você amou... sem comparações fúteis.

Um amor novo e renovado. Um amor que te faz rir em saber as fraquezas do outro. Uma forma de amar que faz com que estejam juntos porque desejam. Sem nenhum tipo de convenção, ajuste, regra. Nada. Somente a vontade de estar junto. Se possível.


Tudo isso que escrevo é meu

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Palavras

As palavras ditas não podem ser retiradas.
As palavras expressam nossos pensamentos, nossos sentimentos. Algumas vezes dizemos coisas que nunca imaginamos, mas quando a emoção chega aflora a comunicação esta se realiza e as palavras são ditas. Quantas vezes magoamos, ferimos as pessoas, porque queremos mesmo, e depois que observamos o estrago que aquelas palavras fizeram utilizamos outra que muitas vezes suponhamos ser mágica: Desculpas.

Era só isso que tinha para escrever hoje, antes que as palavras saltem da minha boca e acabe dizendo o que não quero, ou melhor, o que não pretendia.

Hoje eu quero silenciar meus pensamentos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Inconstância vivida!

O que leva uma pessoa a fazer o que seu coração pede e quais as conseqüências de suas atitudes?

Depois de uma certa idade pensamos mais nas conseqüências do que faremos do que realmente no que queremos fazer. O que dá o direito a uma pessoa de pensar primeiro em si que nos outros? Quem dá o direito a uma pessoa de pensar em como o mundo reagirá às suas decisões e por pensar que poderia magoar e ferir não as toma e quem lhe dá o direito de pensar pelos outros? São tantos questionamentos...

Por que não podemos ser mais egoístas e imediatistas já que a vida é tão breve e cada momento tão único? Por que precisamos pensar tanto em cada passo que vamos dar, cada atitude que iremos tomar? Porque seria mais prudente, mais racional e não precisaríamos segurar as conseqüências. E que prazer se tem na vida a não ser o de ser responsável pelas suas decisões, sejam elas positivas ou negativas, favoráveis ou não, egoístas ou não?

Não canso de pensar no meu egoísmo e na minha forma de conduzir a vida.

Certas vezes quero partir, outras quero ficar. Já gostei de mudar de casa e hoje prefiro estacionar. Já quis apreder a dirigir, já aprendi. Já desejei muito, já realizei. Quando se tem tudo que se deseja só nos resta desejar mais, e o mais pode botar a perder tudo que já conquistamos. Lógico que o lado racional mais uma vez te alerta “pare e pense”. Mas que graça tem a vida pensando nela , qual seu sentido se estivermos parados? A vida é um momento instantâneo. Daqui a pouco jamais será futuro, daqui a pouco já foi, agora é passado. Antes de começar a escrever estes pensamentos eu era uma pessoa, agora 30 minutos depois sou outra. À medida em que digito meus pensamentos vão se libertando e vou pensando em coisas que jamais ousaria escrever. Que espécie de pessoa sou eu? Que espécie de pessoa verdadeiramente sou?

Sou aquela que me tornei, aquela na qual gostaria de ser ou sou uma pessoa boa? Como posso enganar a mim mesma tanto tempo, tantos anos sem saber quem sou. Na verdade eu gostaria de ser eu mesma! Mas será que eu me suportaria? Seria eu uma pessoa inconstante, uma pessoa mutante que adora o improviso, que respira emoção e a adrenalina? Onde está a mulher movida pela paixão. Paixão pelo que? Sei lá. Todo mundo precisa de uma paixão. Algo que nos faça mover no mundo, que nos tire da inércia, que nos leve a algum lugar mesmo que seja um lugar do qual precisaremos lutar para sair depois. Para mim a vida consiste nisso em querer mudar o que está parado. Em buscar sempre algo ou alguma coisa. A vida vivida diariamente, com planos básicos, sonhos possíveis não é a vida que reside em mim. Gosto de pensar no impossível, no inesperado, no mais arriscado. E acho que por pensar assim não mereço a vida que levo. A vida pacífica, tranqüila, honesta, boa. Uma vida boa. Para que viver uma vida boa? Não sei. A procura pela vida boa, a ignorância do que seria uma vida boa, essa energia torna uma vida boa..bem vivida. Exaurindo-se na busca. Cansando-se?

Dormir e acordar e saber o que vai te acontecer. Onde está o mistério da vida?. Não. A vida deve ser um enigma. Você não sabe o que vai fazer amanhã. Analisemos. Tudo que é importante e mais valioso na vida é um mistério. A morte, o nascimento, natureza e por que não a vida em toda sua brevidade, em toda sua efemeridade em toda sua plenitude. O que seria a vida senão esse mistério? Por que não escolhemos onde nascer, onde ou quando morrer, por quem nos apaixonarmos, quem serão nossos filhos, pais ou irmãos? Tudo na vida é assim complexo e relativo. Não deveríamos transformar o dia-a- dia numa coisa óbvia, corriqueira ou igua

Gosto de sair para trabalhar sem ter a certeza do que farei naquele dia. Gosto de mudar o caminho para ver o mar. Gosto de ver caras diferentes. Gosto de variar o que comer no almoço, ou então nem almoçar. Gosto de fazer novos amigos, ouvir novas histórias ou então renovar os amigos antigos, fazê-los pensar, provocá-los. Gosto da instabilidade da conquista, da dúvida em agradar, e gosto mais de sentir o prazer ou o desprazer quando chegar a resposta. Será que agradei, será que precisava agradar?

Não sei se ainda viverei muito ou pouco e isso já me torna especial para mim mesma. Não sei o que me acontecerá no mundo. Só sei que, enquanto tiver as rédeas da minha vida, farei exatamente o que sinto vontade sem me preocupar com o mundo. O mundo não habita em mim, eu habito no mundo, logo ele não sabe o que se passa comigo e nem com os meus pensamentos. Já com a vida, para essa eu me entrego... porque sou vida e a vida sou eu, e é nessa entrega total, plena e inconstante que nos completamos. Porque faço o que fizer, penso o que pensar eu sei que dentro deste mundo posso viver o que viver sem medo, porque a vida, a vida sempre me protegerá. A vida sempre irá me resguardar e me resgatará (se for preciso) e fará valer a pena todas as minhas escolhas. A vida, ela sim habita em mim.

Que me desculpem todos os sentimentos, todas as pessoas, todas as razões, a minha vida vivo assim para mim, do jeito que der .

Dez/07.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Dinda! Casa da Dinda!


Se tem uma personagem na minha família que eu curto muito é a minha madrinha.
Claro que ela é minha tia antes de ser madrinha, mas ela tem um "q" diferente por ser madrinha além de tia. As minhas tias, tanto irmãs da minha mãe quanto irmãs do meu pai eu as adoro de paixão, mas a minha madrinha... ah a minha madrinha é diferente!
Ela é uma mistura de mãe boazinha, tia dengosa, vovó afetuosa e amiga para todas as horas e ocasiões. Este é meu sentimento em relação `a minha madrinha. O padrinho também é um personagem legal, mas incomparável com a madrinha. Acho que a palavra madrinha rima com varinha..e a associação que faço é de madrinha, varinha, condão.. magia...Fadinha! Pronto encontrei a palavra que combina perfeitamente com a minha concepção de madrinha " Fadinha".
Confesso que não estou tão presente na vida da minha madrinha atualmente. Também não sei porque a gente cresce, ganha um monte de responsabilidades, filhos, marido, estudos e as visitas ao colo da madrinha vão ficando cada dia mais escassos..... é a vida de nós adultos que nos priva dessa delicia de convivência.
A minha madrinha tem uma voz acolhedora. Adoro ligar e ouví-la perguntar: Como está tudo ai minha filha? Sempre carinhosa e atenciosa. Saudades, dinda!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Algodão doce!

Algodão doce, doce ser criança

Obscuridade na lembrança

Sonhos da infância

Desejos de ser o que era ser

Criança...

Pequenos gestos

grandes anseios

de sonhos gigantes

lembrança de antes

brincar de viver

de esquecer

e nas obscuridades

fugir das idades

que insistem aparecer

cria, criança, faz compreensão

gestos de meninice

guardados no coração

enrola-se no cordão

gira-se como pião

sorriso latente

num mundo de gente

que flutua como algodão

doce como a sensação

Sê criança

Sonha, tenha ilusão.

(Márcia Santos)


sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Do amor ao enígma...


"Só quem é capaz de enfrentar a solidão adquire a capacidade de ser. Se é possível enfrentar a solidão (ainda que como uma indesejável companheira), então adquire-se o direito de ser. Ser é adequar a vida às próprias características é libertar-se através da verdade interior. Libertar-se através da verdade interior é alcançar a coragem de ser."

Aquele silêncio, por exemplo, em casa, com a mulher (ou com o marido), com a mãe ou pai. Aquele silêncio machuca quem nos esperava alegres, faladores, contando as palavras e peripécias da vida. E, no entanto, cheios de coisa para contar, nada sai. Ou sai pouco. "sins", "nãos", frases sintéticas e um ar irritado, pressa para acabar o assunto. Parece desamor. E de fato é egoístico. Mas é preciso aceitar que há ou pode haver uma forma especial de amor naquele silêncio, naquela irritação. No exercer-exatamente ali aquele tédio e aquele cansaço."(ÁRTUR DA TÁVOLA)



Márcia