domingo, 20 de julho de 2008
Surpresa!

Saber que Deus é poderoso e te concebeu a felicidade de ser mãe é um fato. Já tive a emoção de saber que gerava uma vida e depois tive o maior prazer do mundo que foi ver essa criatura de Deus tomando uma forma de pessoa e de criança e de minha filha. Isso foi há quase 20 anos.
Naquele tempo a ultra-sonografia não era tão acessível como é atualmente, hoje se faz até pelo SUS, há 20 anos, no interior da Bahia e pelo INAMPS isso não existia e eu não fiz nenhuma enquanto esperava minha primeira filha. Que sabia o sexo por dedução. As emoções eram por conta do chutes e mexidas que Marianna fazia na minha barriga.
Marianna nasceu de parto cesariano às 23hs e 10m. Tudo transcorreu muito bem e fui mãe aos 20 anos de uma linda garota. Tudo era uma grande novidade às vezes me assustava e outras me surpreendiam, eu mesma ficava surpresa como minha capacidade de cuidar de uma criança.
Hoje quase 20 anos depois me descubro grávida na véspera de uma cirurgia tão esperada de lipoaspiração do abdome e pneuzinhos, presente do meu marido no meu 40º aniversário!
POSITIVO! de novo! Estava grávida. Cirurgia suspensa! Susto e angustia! Turbilhões de sentimentos e emoções. O mundo parecia ter parado de girar para me olhar e me perguntar: o que foi isso Márcia?
E eu não sabia responder. Grávida, eu?! Impossível!
Não. Não era impossível e foi então que aos poucos, bemmmmm aos poucos consegui assimilar a idéia e confessar ao mundo que estava grávida!
Hoje estou com 4 meses de grávida e me sinto bem melhor. Descobrimos pela ultrason que meu bebê é um menino, e assim como da gravidez de Marianna eu já sabia que era um garotinho Pura "dedução", pois em convicções sou péssima.
Nestas duas últimas semanas comecei a senti-lo vibrar dentro de mim... e é uma sensação indescritível.... muito gostosa mesmo.
Já estou pesquisando os nomes possíveis e já estou arrumando o seu enxoval. Parece que agora tudo está se encaixando e sinto que precisava ser mãe mais uma vez. Talvez no meu íntimo eu ainda tivesse esse desejo por isso não me preveni mesmo com toda a indisposição..quem sabe? Coisas do inconsciente!
Artur está feliz, mas sei que está assustado também... Essa gravidez muda muita coisa nos nossos planos, porém e mais importante que nossos planos sabemos que são os planos de Deus e se Ele me deu mais essa benção só posso agradecer e honrar a confiança que esta me dando.
Meu bebê vai ser um garotinho muito amado, desejado e esperado.
A única coisa que me deixa um pouco triste ainda é não poder compartilhar esse momento com minha irmã e meu sobrinho... Minha família, queria minha família toda reunida num momento como esse!
Mas, sei esperar o tempo de Deus!
quarta-feira, 2 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
DIVAGANDO devagar

Penso em escrever sobre coisas e fatos que nada tem a ver com a minha vida. Outras vezes sobre mim.
Hoje por exemplo estive pensando no porquê da minha insônia. Por que tantos pensamentos rondam minha mente e me impedem de dormir já que gosto tanto de dormir.
Já fiz terapia uma vez e me foi dito que o pior tipo de pensamento é o pensamento ruminante.
Olha o que encontrei sobre esse pensamento e que se encaixa perfeitamente naquilo que quero dizer: " Quase todos nós somos acometidos por pensamentos ruminantes em algum momento de nossas vidas. Problemas em família, discussões no trabalho e situações aparentemente sem solução impulsionam nossa mente a funcionar incessantemente e de forma repetitiva. É como se entrássemos numa roda de hamsters e nos puséssemos a rodar.Isso mesmo, é como se o pensamento obsessivo rodopiasse em nossa mente formando um turbilhão mental incessante, fazendo-nos rever uma mesma cena interminavelmente, encontrar respostas maravilhosas que na hora H não nos ocorreram, imaginar atitudes que não fomos capazes de ter, rever um olhar crítico que nos foi dirigido durante a reunião no trabalho, ou então, lembrar seguidamente de uma frase irônica dita a nosso respeito. Enfim, argumentamos e contra-argumentamos sem dar tréguas à nossa mente.Este processo mental obsessivo e descontrolado normalmente acarreta efeitos desagradáveis:- falta de paz de espírito- insônia- sono interrompido por pensamentos- incapacidade de acompanhar um diálogo real por estar travando um outro diálogo internamente- cansaço mental- esgotamento- sensação de cabeça cheia- dor de cabeça- dificuldade de concentração no aqui e agora"(Por Laura Fonseca)
E que pensamentos são estes que têm me tirado o sono?
Bom, poderia enumerar alguns nos últimos meses, entretanto, tem um que mais me assusta.
Penso no meu presente. É no meu estado presente, nem passado e nem no futuro, no presente.
Hoje. Agora. Grávida.
Vejo as coisas acontecendo em minha vida e é como se eu estivesse sentada só observando...
Sinto que muitas coisas vão mudar e nao me sinto preparada para tantas mudanças.
Precisava ter tido tempo... quanto tempo mais que quase 20 anos pra me preparar? Que loucura é essa?!
Precisava encarar que sempre desejei ter outro filho? Sim. Já tentei encarar e já me lembrei de algumas vezes pensando e sonhando com essa situação. Mas, sabe aquela sensação de que tal coisa ou fato jamais te aconteceria novamente. Cheguei a pensar uma vez que eu naõ merecia tamanha benção, veja só? Por que não mereceria se fui uma boa mãe para minha filha?
Elocubrações = pensamentos internos.
Amo essa criança que cresce em meu ventre. Sinto-a e não consigo conceber a idéia de não ter mais "esse momento" na minha vida.. algumas vezes pensei: e se por alguma razão eu a perdesse, sei lá por que motivos, tenho 40 anos, etc....? O que eu faria....? Hoje, juro que eu iria querer engravidar novamente, não iria me sentir aliviada ou menos preocupada...esse espaço de ser mãe novamente foi aberto e não consigo me ver mais sem esse momento... Teria outro filho, engravidaria e se naõ conseguisse eu adotaria um bebê, porque ser mãe hoje, neste momento presente faz parte da minha vida e assim sou feliz.
Deus me abençõe e abençoe meu filho ou filha.... ele já é razão suficiente para eu ser quem sou: A MULHER E MÃE MAIS FELIZ DESTE MUNDO!
sexta-feira, 20 de junho de 2008
O poder do toque.
Por que algumas pessoas são ariscas ao toque?
Por que eu sou arisca?
Sempre fui considerada pelos meus amigos uma pessoa arisca. E o que vem a ser uma pessoa arisca? Arisca é aquela pessoa que se esquiva de toques e que não gosta muito de contatos físicos (fora de um contexto é claro?)! Eu sou muito comunicativa e gosto de estar com meus amigos e amigas o que não gosto muito é de chamegos, alisamentos e beijos jogados ao léu. E todos sabem disso, alguns estranharam um pouco, outros tentaram forçar a barra algumas vezes e outros já sabendo, não ficam me pegando o tempo todo. Confesso que algumas vezes queria ser mais carinhosa com relação a tocar nas pessoas, mas a resistência é mais forte que esses lapsos de vontade e continuo seguindo igual..sem toques. Associo esse meu jeito a maneira como fui criada. Minha mãe e tão pouco meu pai foram de muito chamegos. Cresci aprendendo a respeitar, a ouvir, a conversar e a entender que muita “lambeção” como diz minha mãe não é sinônimo de amar mais ou amar menos. E também confesso que nunca me considerei carente de amor mesmo não tendo esses contatos físicos todo que vejo hoje em dia entre minhas amigas e entre mães e filhos(as). Penso que Marianna sofre um pouco com esse meu jeito e, por diversas vezes, por ela, eu tentei melhorar um pouquinho e faço um dengo aqui e outro ali. Ainda assim acho que ela sente falta. Tento suprir essa minha falha de outra maneira, sendo compreensiva com as dormidas dela na casa do namorado e vice-versa, deixando-a viajar sozinha, demonstrando confiança, sendo um pouco amiga ao invés de puramente mãe. Bom, onde quero chegar com tudo isso? Na minha gestação aos 40 anos.Trabalho em uma empresa que 80% do quadro é formado por mulheres, 60% são minhas amigas além de colegas de trabalho e a grande maioria tem respeito ou admiração por mim. Dito isso, quero registrar que são várias mulheres o dia inteiro me encontrando e falando as seguintes frases: “ Bom dia mamãe”, “ E ai, barrigudinha? Td bem?” “ Nossa! A barriga já esta aparecendo!” etc etc etc .E eu acabei de completar três meses.( kd a barriga?) Sem falar nas demonstrações de carinho, ou seja, me alisam, passam a mão na minha futura barriga, me param e ficam me admirando como se eu fosse um ET.... Isso tudo é muito engraçado e estranho. Por mais que eu queria parecer simpática sinto que minhas caras e bocas me traem e fico rindo de canto de boca. Não é que me incomode esse carinho todo, mas é que o meu jeito natural de ser está sofrendo e em conflito. Preciso deixar de ser tão arisca. Preciso me deixar levar e aprender que abraçar, tocar o outro pode ser prazeroso. Mas preciso dizer também é difícil para uma mulher como eu! Espero conseguir vencer mais essa etapa na minha vida! Aprender! Mais e mais a cada dia e me tornar um ser humano melhor. Quero suprir meu bebê de atitudes que não fui capaz de oferecer a Marianna porque sei que pelo pai, pela irmã e pelas tias esse bebê será muito tocado, acariciado e eu não quero ficar de fora desta vez ! Desejo que eu aprenda tanto que vença as barreiras com Anna, com minha mãe e com minhas amigas e amigos que amo tanto!
Tudo ao seu tempo!
Márcia Santos - Junho/08
quarta-feira, 18 de junho de 2008
AMIGOS PARA SEMPRE! UMA PEQUENA AMOSTRA!

domingo, 15 de junho de 2008
Amizade, para que serve mesmo?
Serve para rirmos e para chorarmos juntos,Para nos fazer crescer, para nos mostrar nossas fraquezas.
Serve também para nos deixar a vontade, para que possamos ser nós mesmos sem reservas.
Ter amigos significa ter amor de graça e incondicional.
Meus amigos fazem parte da minha vida e são como partículas do que me tornei ao longo dos anos em que convivo com cada um deles.
O que poderia falar de cada um desses representados pela foto acima?
Começando por Tan. Essa é uma figura rara, melhor dizendo, raríssima. Tan apareceu na minha vida em 1994 quando eu estava procurando um lugar para morar. Ela era conhecida de Jackeline, amiga minha de Jequié que morava aqui em Salvador e que me deu a mão quando precisava me re-estabelecer. Fomos morar todas juntas: eu, Jack, Tan, Inês Marisa e Vânia. Todas vindas do interior e buscando oportunidades na capital. Morávamos em Ondina no Edf Ondina Surf, nem preciso dizer que era perto da praia. Dividíamos o mesmo quarto eu e Jack que era mais chegada a mim que as outras. Foram meses maravilhosos e divertidíssimos os que passamos juntas. As meninas todas solteiras desbravando as noites em Salvador. Na época Tan já era uma perua total. Trabalhava em uma loja como vendedora, mas detestava trabalhar como tal. Tan nasceu para ser rica é toda chique, adora comprar coisas e adora organizar uma casa. Adorava roupas de marcas e perfumes franceses e os tinha, não me perguntem como?! Eu a achava hilária, totalmente despreocupada com a vida. Aliás, eu era a única que tinha com o que me preocupar ( eu já tinha Marianna). Enfim, Tan era uma figura porque Jackeline vivia perturbando-a com relação às contas que ela de algum jeito honrava.... Porém, dias vão, dias vêm e nem me lembro bem Tan voltou par Santo Antônio de Jesus e passou uma temporada por lá. Nesse meio tempo, mudei de apartamento e fui morar sozinha, do outro lado da rua no Edifício Pedra da Sereia. O mundo deu voltas e Tan acabou me procurando um dia lá no meu trabalho, estava deprimida e angustiada, nada dava certo para ela e foi então que com o meu jeito compreensiva a ajudei com minhas palavras nada suaves e realistas. A partir de então eu sabia quem era e como era Tan e ela a mim e nossa amizade se fortaleceu dentro do maior respeito pelas diferenças. Tan voltou a morar comigo e nunca mais conseguimos nos afastar muito tempo. Hoje ela mora na Suíça e tem uma filha que é minha afilhada. Sou amiga e irmã de Tan. Somos confidentes e confiantes .... Já rimos e já choramos muito juntas por inúmeras razões.. O mundo parecia não compreendê-la e às vezes só ela em seus devaneios conseguia me compreender também. Ainda hoje puxo suas orelhas de vez em quando, pois Tan é uma eterna sonhadora e romântica, e de uma coisa tenho certeza ela não vai mudar nunca!
sábado, 14 de junho de 2008
FRAMBOESAS FRESCAS?

quinta-feira, 5 de junho de 2008
Saudades....

Hoje em especial estou sentindo uma saudade diferente! Uma saudade de minha mãe, da minha irmã, do meu pai, do meu irmão Beto... Acho que estou com saudades da minha casa em Guaianases, na Rua Vicente Diório , 204. Saudade do cheiro da loção de barbear (barata) do meu pai.. saudade de passar a mão nos frisos da colcha de chenile de minha mãe... saudade de correr no quintal atrás do Beto para emurrá-lo por ter me pertubado com algumas de suas peraltices.... Saudade de ver Cris sentadinha sobre uma toalha na frente do quintal tomando um solzinho matinal... uma carinha tão fofa e os cabelos cheios de cachinhos dourados ao sol. ela ficava pegando as pedrinhas e atirando em mim e no Beto. Saudade de ganhar os 10 centavos de meu pai para lavar o seu fusca verde. Saudade de subir no pé de ameixa e colher algumas madurinhas... Posso sentir o cheiro das folhas...posso sentir o medo de cair lá do alto.... e posso ver a casa de D. Nenzinha, com um árvore muito maior e com muito mais ameixas maduras.Mas, quem ousaria subir no telhado, correr o risco de quebrar um telha e levar a maior surra de mãe.
Posso sentir o frio de dentro de casa das manhãs de inverno... o cheiro do café da D. Nide e a pia cheia de louça pra eu lavar, faça sol ou faça chuva. Meu Deus, e eu era tão pequenininha, tinha até um banquinho para alcançar a pia....Sinto saudades da mesa grande de fórmica branca, usada tanto para as refeições quanto para os cortes das costuras de minha mãe.
Posso sentir o cheiro da minha casa, da minha infância. Posso sentir o sabor das tubainas, o frio do saquinho de leite gelado que trazia da padaria. Posso ouvir os assovios do meu pai cantarolando alguma coisa enquanto mexia e remexia nas suas ferramentas na garagem... Posso ouvir o barulho da overloque de minha mãe que vem do fundo do quintal... ouço até seu grito me chamando: "Marcinha, me trás um café ... quente viu?!.....
Éramos uma família normal, morávamos no subúrbio, longeeee...mas éramos felizes.... posso sentir os resquícios dessa felicidade até hoje quando me permito sentir saudades, quando me permito ficar com um nó na garganta ao me perguntar hoje: Onde está minha Pio.. onde está meu pai... cade o Beto... ??? Só restou- me minha mãe. Poderosa, forte e insubstituível.
Minha mãe! Essa nunca se afastou de mim, essa sempre vivenciou todos os outros momentos da minha vida que também sinto saudades...Porque todos os anos que se seguiram desde a minha infância minha mãe estava ali. Atriz principal e eu coadjuvante dos seus ensinamentos e da sua sabedoria em conduzir a vida.
Aprendi a ser uma pessoa melhor porque tenho a mãe que tenho. Porque não dei valor a ela apenas após ser mãe, mas desde quando me descobri gente e percebi que só sou alguém porque tive D. Nide como mãe.
A saudade vai me acompanhar durante muitos anos, as lembranças vão mudando de casa, de cheiros, de rostos...mas nunca de valores. Para mim Pio vai ser sempre minha irmazinha, Beto sempre o trapalhão, meu pai sempre meu herói ( aposentado) mas meu herói e minhas lembranças serão sempre meu maior tesouro.
Cenas dos próximos capítulos: Márcia e seu bebê.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Rever as origens!
Um foto demonstra toda alegria em rever os primos e primas!
domingo, 18 de maio de 2008
Grávida, aos 40 anos!
Grávida e silenciosamente apavorada!
Grávida e feliz! Feliz com crises de pânico!
Estou morrendo de medo. Não da gravidez pois´já estive grávida antes, mas com medo da responsabilidade, do compromisso, da dedicação, da atenção e de tudo o mais que terei de despreender para o meu bebê.
Os anos nos ajudam em muitas coisas, nos tornam mais experiêntes, maduras, responsáveis,e tc... mas também nos tornam mais egoístas, mais livres, mais independentes... e agora? Após tantos anos tentando conquistar minha liberdade de ir e vir, e voltar e ficar e fazer o que bem entendesse, após todos os discursos sobre minha escolha de vida...me pego grávida, com 40 anos, com uma filha de 19 anos, com um marido que mora no RJ, com várias crises existenciais ainda, que não terei mais tempo e nem oportunidade de agravá-las, terei mais o que fazer. Terapia forçada de pense mais no próximo que em voce mesma!
Claro e tenho certeza que vou me adaptar. Acho que no fundo da minha alma sempre quis ter um monte de filhos, só nasci desprovida de duas coisas, dinheiro e paciência!
Nunca acreditei que pudesse engravidar novamente e continuo acreditando, mesmo após ver a ultra-sonografia..é como se tudo isso que está acontecendo~não fosse comigo.. como se eu estivesse sonhando...
Preciso aterrizar e pela primeira vez na minha vida assumir uma coisa de corpo inteiro. Vou ser mãe, tenho um marido e uma famíli para cuidar e administrar e ponto!
Sou muito feliz com tudo que tenho e pelo que sou, ou que me tornei. Amo meu marido, amo minha filha e amo esse bebê.
Vou me empenhar ao máximo para fazer diferente.
Só peço que Deus me ajude, acalme meu coração e tire esse medo enorme que cresce em mim..me gritando ..vc nao vai conseguir!
Eu vou conseguir....
Depois escrevo mais, o enjôo me pegou agora.......................
Bye
sábado, 12 de abril de 2008
Quem é Márcia Santos?
Sou uma mulher. E hoje me sinto mais mulher que antes. Hoje sou uma mulher completa. Sou uma pessoa que viveu 40 anos e que tem mãe e pai vivos, que tem dois irmãos, que tem três sobrinhos, que tem tias e tios, primas e primos, amigos e amigas, muitos conhecidos, que tem um namorado que é amigo, marido, companheiro, amante, que tem uma filha adulta, linda, saudável, inteligente, única e mais próxima.
Sou uma mulher que conseguiu um nível superior na educação, que está a caminho de uma pós-graduação num curso que ajuda nos relacionamentos com Gente, gerir pessoas. Sou uma mulher que tem um trabalho, que faz o que gosta, que tem uma casa, que tem até um carro, tem uma faxineira, mulher que se cuida, que malha, que faz as unhas e cuida dos cabelos num salão de beleza onde servem capuccino, sou uma mulher que têm vários livros, inúmeros Cds, que tem TV a cabo e micro-0ndas. Sou uma mulher que toma Smirnoff Ice. Sou uma mulher que tem momentos de solidão sem nunca se sentir sozinha, que vai ao cinema e ao teatro, que curte shows. Sou uma mulher que tem orkut e que bate papo no MSN, que encontrou o grande amor da sua vida no Par Perfeito.com.br, que já viajou para os EUA, que foi a Disneylândia, que tem amigos internacionais. Sou uma mulher que viaja de avião, na maionese, nos sonhos, mas não gosta muito de viajar de carro.
Tenho pressa sem ser ansiosa. Sou uma mulher agitada e animada. Sou uma mulher feliz. Feliz com o que tenho, tranqüila com o que não tenho, sou uma mulher que vive todos os momentos com ênfase, com intensidade e sem grilos. Sou uma mulher que não gosta de brigar, mas que pede desculpas, que brinca com as chatices da vida. Sou uma mulher que conversa muito e não tem muita paciência com conversas fiadas, sou uma mulher que tem uma opinião, e que às vezes expressa, outras omite. Sou uma mulher que mesmo sendo extrovertida adora ficar introspectiva, "eu comigo mesma". Sou irritável e às vezes (que digam minhas amigas) irritante. Sou companheira e dedicada. Sou uma mulher que ama sem palavras, que toca sem dedos, que sente sem lágrimas. Sou amor, sou pura alegria, sou energia. Tenho preconceito de ter preconceitos, sou normal. Peco e peço perdão, não desanimo e não me arrependo, tenho feeling, mas me falta a culpa. Tenho razões mais fortes que as emoções e emoções que me fazem perder a razão. Sou ativa, sou de peixes, algumas vezes a cabeça está para um lado e outras para o outro...eu não sou ciumenta e nem possessiva. Sou inteira e intensa. Não sei ser menos e nem mais que eu mesma. Minha medida me deixa em paz. Minha cabeça e meu coração me guiam.
Sou uma mulher, mãe, amiga, irmã, filha, pessoa, criatura que tem e teve muita sorte e que graças a tudo que já vivi e a todos que cruzaram meu caminho me tornei assim: Márcia Santos.
domingo, 6 de abril de 2008
Como se comportar quando se completa 40 anos?
Percebe-se que algo se transforma dentro de nós ao completarmos 40 anos. O primeiro pensamento que me veio à mente foi: Agora estou exatamento na metade da minha vida, isso significa que já vivi 40 anos..e de tudo que fiz, pelo meu raciocínio ainda me restam mais 40 + ou -, ou seja, tudo de novo para viver. Como vivi bem todos os 40 passados, ainda tenho muita coisa para viver, muitas experiências par adiquirir e, acredito que com as que já tenho, vivenciarei mais e melhor tudo que a vida ainda tem para me oferecer.
Descruzei os braços, me liguei nas coisas saudáveis que até hoje pude relevar.. Sou uma nova mulher, sou uma mulher repaginada pronta para novos e grande desafios. Estou quebrando meu bico.
Com a história que apresento abaixo sobre a superação da Àguia ao chegar aos 40 anos, dá para se ter bem u
ma idéia com o que devemos realmente nos preocupar ao completar 40 anos.“A Águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie.
Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela tem de
tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com as unhas
compridas e flexíveis, já não consegue agarrar as suas presas, das quais se
alimenta; o bico alongado e pontiagudo curva-se, apontando contra o peito; as
suas asas estão envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar
torna-se muito difícil.
Então, a águia só tem duas alternativas: morrer ou
enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias. Este
processo consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se num ninho
próximo a um paredão, onde ela não necessite de voar.
Após encontrar esse
lugar, a águia começa a bater com o bico numa parede até conseguir arrancá-lo.
Depois espera até nascer outro, com o qual vai arrancar as unhas. Quando as
unhas novas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas e só depois
de cinco meses é que sai para o famoso vôo de renovação e para então viver mais
30 anos.
Na nossa vida, muitas vezes temos de nos resguardar por algum tempo
e começar um longo processo de renovação. Para que continuemos a voar em vôo de
vitória, devemos desprender-nos de idéias, lembranças, conceitos e de outras
tradições que nos causam dor.
Somente livres do peso do passado é que
poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Somente
livres do peso do passado é que podermos abrir-nos para novas aventuras que nos
levarão à vida.” ( autor desconhecido)
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
CAMINHOS E ESCOLHAS ...
Devemos sim, viver a vida sem nos preocuparmos tanto com os "porquês" e nem os "Praques". Devemos aproveitar o instante divino que temos, um momento, um dia, uma noite, uma hora, uma emoção inesquecível, às vezes irreproduzível, ou seja, única.
Imagine o momento que está vivendo e não se esqueça que você é a dona e única responsável pelas suas escolhas. Aproveitar um momento e não se sentir presa é uma escolha, curtir as oportunidades que a vida coloca na nossa cara é uma escolha, arriscar tudo por um encontro, é uma escolha. Tudo na vida é uma escolha, então escolha ser feliz, ser livre para fazer o que bem entender e o que seu coração mandar. Um dia pode ser nada para muita gente, para outros um dia é "o dia" e este dia será lembrado para o resto da vida. Logo, percebemos que "tudo" na nossa vida ou "depende" ou é "relativo", o que é bom para um pode não ser para o outro. O que me faz feliz talvez não te faça. Conselhos são bons para nos apontar caminhos, mas nunca para nos dizer onde devemos ir, isso só a gente decide, ou melhor, escolhe.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Quando o amor é mais forte que tudo e maior que tudo!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Palavras
As palavras expressam nossos pensamentos, nossos sentimentos. Algumas vezes dizemos coisas que nunca imaginamos, mas quando a emoção chega aflora a comunicação esta se realiza e as palavras são ditas. Quantas vezes magoamos, ferimos as pessoas, porque queremos mesmo, e depois que observamos o estrago que aquelas palavras fizeram utilizamos outra que muitas vezes suponhamos ser mágica: Desculpas.
Era só isso que tinha para escrever hoje, antes que as palavras saltem da minha boca e acabe dizendo o que não quero, ou melhor, o que não pretendia.
Hoje eu quero silenciar meus pensamentos.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Inconstância vivida!
O que leva uma pessoa a fazer o que seu coração pede e quais as conseqüências de suas atitudes?
Depois de uma certa idade pensamos mais nas conseqüências do que faremos do que realmente no que queremos fazer. O que dá o direito a uma pessoa de pensar primeiro em si que nos outros? Quem dá o direito a uma pessoa de pensar em como o mundo reagirá às suas decisões e por pensar que poderia magoar e ferir não as toma e quem lhe dá o direito de pensar pelos outros? São tantos questionamentos...
Por que não podemos ser mais egoístas e imediatistas já que a vida é tão breve e cada momento tão único? Por que precisamos pensar tanto em cada passo que vamos dar, cada atitude que iremos tomar? Porque seria mais prudente, mais racional e não precisaríamos segurar as conseqüências. E que prazer se tem na vida a não ser o de ser responsável pelas suas decisões, sejam elas positivas ou negativas, favoráveis ou não, egoístas ou não?
Não canso de pensar no meu egoísmo e na minha forma de conduzir a vida.
Certas vezes quero partir, outras quero ficar. Já gostei de mudar de casa e hoje prefiro estacionar. Já quis apreder a dirigir, já aprendi. Já desejei muito, já realizei. Quando se tem tudo que se deseja só nos resta desejar mais, e o mais pode botar a perder tudo que já conquistamos. Lógico que o lado racional mais uma vez te alerta “pare e pense”. Mas que graça tem a vida pensando nela , qual seu sentido se estivermos parados? A vida é um momento instantâneo. Daqui a pouco jamais será futuro, daqui a pouco já foi, agora é passado. Antes de começar a escrever estes pensamentos eu era uma pessoa, agora 30 minutos depois sou outra. À medida em que digito meus pensamentos vão se libertando e vou pensando em coisas que jamais ousaria escrever. Que espécie de pessoa sou eu? Que espécie de pessoa verdadeiramente sou?
Sou aquela que me tornei, aquela na qual gostaria de ser ou sou uma pessoa boa? Como posso enganar a mim mesma tanto tempo, tantos anos sem saber quem sou. Na verdade eu gostaria de ser eu mesma! Mas será que eu me suportaria? Seria eu uma pessoa inconstante, uma pessoa mutante que adora o improviso, que respira emoção e a adrenalina? Onde está a mulher movida pela paixão. Paixão pelo que? Sei lá. Todo mundo precisa de uma paixão. Algo que nos faça mover no mundo, que nos tire da inércia, que nos leve a algum lugar mesmo que seja um lugar do qual precisaremos lutar para sair depois. Para mim a vida consiste nisso em querer mudar o que está parado. Em buscar sempre algo ou alguma coisa. A vida vivida diariamente, com planos básicos, sonhos possíveis não é a vida que reside em mim. Gosto de pensar no impossível, no inesperado, no mais arriscado. E acho que por pensar assim não mereço a vida que levo. A vida pacífica, tranqüila, honesta, boa. Uma vida boa. Para que viver uma vida boa? Não sei. A procura pela vida boa, a ignorância do que seria uma vida boa, essa energia torna uma vida boa..bem vivida. Exaurindo-se na busca. Cansando-se?
Dormir e acordar e saber o que vai te acontecer. Onde está o mistério da vida?. Não. A vida deve ser um enigma. Você não sabe o que vai fazer amanhã. Analisemos. Tudo que é importante e mais valioso na vida é um mistério. A morte, o nascimento, natureza e por que não a vida em toda sua brevidade, em toda sua efemeridade em toda sua plenitude. O que seria a vida senão esse mistério? Por que não escolhemos onde nascer, onde ou quando morrer, por quem nos apaixonarmos, quem serão nossos filhos, pais ou irmãos? Tudo na vida é assim complexo e relativo. Não deveríamos transformar o dia-a- dia numa coisa óbvia, corriqueira ou igua
Gosto de sair para trabalhar sem ter a certeza do que farei naquele dia. Gosto de mudar o caminho para ver o mar. Gosto de ver caras diferentes. Gosto de variar o que comer no almoço, ou então nem almoçar. Gosto de fazer novos amigos, ouvir novas histórias ou então renovar os amigos antigos, fazê-los pensar, provocá-los. Gosto da instabilidade da conquista, da dúvida em agradar, e gosto mais de sentir o prazer ou o desprazer quando chegar a resposta. Será que agradei, será que precisava agradar?
Não sei se ainda viverei muito ou pouco e isso já me torna especial para mim mesma. Não sei o que me acontecerá no mundo. Só sei que, enquanto tiver as rédeas da minha vida, farei exatamente o que sinto vontade sem me preocupar com o mundo. O mundo não habita em mim, eu habito no mundo, logo ele não sabe o que se passa comigo e nem com os meus pensamentos. Já com a vida, para essa eu me entrego... porque sou vida e a vida sou eu, e é nessa entrega total, plena e inconstante que nos completamos. Porque faço o que fizer, penso o que pensar eu sei que dentro deste mundo posso viver o que viver sem medo, porque a vida, a vida sempre me protegerá. A vida sempre irá me resguardar e me resgatará (se for preciso) e fará valer a pena todas as minhas escolhas. A vida, ela sim habita em mim.
Que me desculpem todos os sentimentos, todas as pessoas, todas as razões, a minha vida vivo assim para mim, do jeito que der .
Dez/07.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Dinda! Casa da Dinda!

Se tem uma personagem na minha família que eu curto muito é a minha madrinha.
Claro que ela é minha tia antes de ser madrinha, mas ela tem um "q" diferente por ser madrinha além de tia. As minhas tias, tanto irmãs da minha mãe quanto irmãs do meu pai eu as adoro de paixão, mas a minha madrinha... ah a minha madrinha é diferente!
Ela é uma mistura de mãe boazinha, tia dengosa, vovó afetuosa e amiga para todas as horas e ocasiões. Este é meu sentimento em relação `a minha madrinha. O padrinho também é um personagem legal, mas incomparável com a madrinha. Acho que a palavra madrinha rima com varinha..e a associação que faço é de madrinha, varinha, condão.. magia...Fadinha! Pronto encontrei a palavra que combina perfeitamente com a minha concepção de madrinha " Fadinha".
Confesso que não estou tão presente na vida da minha madrinha atualmente. Também não sei porque a gente cresce, ganha um monte de responsabilidades, filhos, marido, estudos e as visitas ao colo da madrinha vão ficando cada dia mais escassos..... é a vida de nós adultos que nos priva dessa delicia de convivência.
A minha madrinha tem uma voz acolhedora. Adoro ligar e ouví-la perguntar: Como está tudo ai minha filha? Sempre carinhosa e atenciosa. Saudades, dinda!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Algodão doce!
Algodão doce, doce ser criança
Sonhos da infância
Desejos de ser o que era ser
Criança...
Pequenos gestos
grandes anseios
de sonhos gigantes
lembrança de antes
brincar de viver
de esquecer
e nas obscuridades
fugir das idades
que insistem aparecer
cria, criança, faz compreensão
gestos de meninice
guardados no coração
enrola-se no cordão
gira-se como pião
sorriso latente
num mundo de gente
que flutua como algodão
doce como a sensação
Sê criança
Sonha, tenha ilusão.
(Márcia Santos)
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Do amor ao enígma...

"Só quem é capaz de enfrentar a solidão adquire a capacidade de ser. Se é possível enfrentar a solidão (ainda que como uma indesejável companheira), então adquire-se o direito de ser. Ser é adequar a vida às próprias características é libertar-se através da verdade interior. Libertar-se através da verdade interior é alcançar a coragem de ser."
Aquele silêncio, por exemplo, em casa, com a mulher (ou com o marido), com a mãe ou pai. Aquele silêncio machuca quem nos esperava alegres, faladores, contando as palavras e peripécias da vida. E, no entanto, cheios de coisa para contar, nada sai. Ou sai pouco. "sins", "nãos", frases sintéticas e um ar irritado, pressa para acabar o assunto. Parece desamor. E de fato é egoístico. Mas é preciso aceitar que há ou pode haver uma forma especial de amor naquele silêncio, naquela irritação. No exercer-exatamente ali aquele tédio e aquele cansaço."(ÁRTUR DA TÁVOLA)
Márcia
