domingo, 16 de outubro de 2011
Proteção nunca é demais!
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me exerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.
Jesus Cristome proteja e me defenda com o poder de sua Santa e Divina Graça, a Virgem Maria de Nazaré, me cubra com o seu Sagrado e divino manto, me protegendo em todas minhas dores e aflições, e Deus com a sua Divina Misericórdia e grande poder, seja meu defensor, contra as maldades de perseguições dos meus inimigos, e o glorioso São Jorge, em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré, e em nome da falange do Divino Espírito Santo, me estenda o seu escudo e as suas poderosas anulas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, do poder dos meus inimigos carnaise espirituais e de todas sua más influências, e que debaixo das patas de seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós, sem se atreverema ter um olhar sequer que me possa prejudicar.
Assim seja com o poder de Deus e de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
Amém.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Metamorfose...
“É que por enquanto a metarmofose de mim em mim mesma não faz sentido. É uma metamorfose em que eu perco tudo o que tinha, e o que sou. E agora o que sou? Sou: estar de pé diante de um susto. Sou: o que vi. Não entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta, com seus planetas e baratas.” – Clarice Lispector
domingo, 15 de maio de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Estar comigo mesma....
Se deito e não
consigo dormir
Se ando, me canso
Se penso, reflito
E fico sem saber o que registrar
A noite chega e com ela meus pensamentos
Eles parecem sonhos que não querem adormecer
Incomoda-me
me fazer virar e revirar de um lado para o outro
Penso que deveria levantar e escrever
Escrever sobre o quê?: INSÔNIA
Não, não quero escrever
Preciso dormir, preciso desconectar-me
Preciso viajar e parar em algum lugar para
descansar
deste eterno movimento, desta eterna agonia
Que é o meu viver
O meu viver comigo mesma.
domingo, 27 de março de 2011
Ele consegue escrever poeticamente o que não sei expressar....
Traduzir
Por José Saramago
"Escrever é traduzir. Sempre o será. Mesmo quando estivermos a utilizar a nossa própria língua. Transportamos o que vemos e o que sentimos (supondo que o ver e o sentir, como em geral os entendemos, sejam algo mais que as palavras com o que nos vem sendo relativamente possível expressar o visto e o sentido…) para um código convencional de signos, a escrita, e deixamos às circunstâncias e aos acasos da comunicação a responsabilidade de fazer chegar à inteligência do leitor, não a integridade da experiência que nos propusemos transmitir (inevitavelmente parcelar em relação à realidade de que se havia alimentado), mas ao menos uma sombra do que no fundo do nosso espírito sabemos ser intraduzível, por exemplo, a emoção pura de um encontro, o deslumbramento de uma descoberta, esse instante fugaz de silêncio anterior à palavra que vai ficar na memória como o resto de um sonho que o tempo não apagará por completo.
O trabalho de quem traduz consistirá, portanto, em passar a outro idioma (em princípio, o seu próprio) aquilo que na obra e no idioma originais já havia sido “tradução”, isto é, uma determinada percepção de uma realidade social, histórica, ideológica e cultural que não é a do tradutor, substanciada, essa percepção, num entramado linguístico e semântico que igualmente não é o seu. O texto original representa unicamente uma das “traduções” possíveis da experiência da realidade do autor, estando o tradutor obrigado a converter o “texto-tradução” em “tradução-texto”, inevitavelmente ambivalente, porquanto, depois de ter começado por captar a experiência da realidade objecto da sua atenção, o tradutor realiza o trabalho maior de transportá-la intacta para o entramado linguístico e semântico da realidade (outra) para que está encarregado de traduzir, respeitando, ao mesmo tempo, o lugar de onde veio e o lugar para onde vai. Para o tradutor, o instante do silêncio anterior à palavra é pois como o limiar de uma passagem “alquímica” em que o que é precisa de se transformar noutra coisa para continuar a ser o que havia sido. O diálogo entre o autor e o tradutor, na relação entre o texto que é e o texto a ser, não é apenas entre duas personalidades particulares que hão-de completar-se, é sobretudo um encontro entre duas culturas colectivas que devem reconhecer-se."
Por José Saramago
"Escrever é traduzir. Sempre o será. Mesmo quando estivermos a utilizar a nossa própria língua. Transportamos o que vemos e o que sentimos (supondo que o ver e o sentir, como em geral os entendemos, sejam algo mais que as palavras com o que nos vem sendo relativamente possível expressar o visto e o sentido…) para um código convencional de signos, a escrita, e deixamos às circunstâncias e aos acasos da comunicação a responsabilidade de fazer chegar à inteligência do leitor, não a integridade da experiência que nos propusemos transmitir (inevitavelmente parcelar em relação à realidade de que se havia alimentado), mas ao menos uma sombra do que no fundo do nosso espírito sabemos ser intraduzível, por exemplo, a emoção pura de um encontro, o deslumbramento de uma descoberta, esse instante fugaz de silêncio anterior à palavra que vai ficar na memória como o resto de um sonho que o tempo não apagará por completo.O trabalho de quem traduz consistirá, portanto, em passar a outro idioma (em princípio, o seu próprio) aquilo que na obra e no idioma originais já havia sido “tradução”, isto é, uma determinada percepção de uma realidade social, histórica, ideológica e cultural que não é a do tradutor, substanciada, essa percepção, num entramado linguístico e semântico que igualmente não é o seu. O texto original representa unicamente uma das “traduções” possíveis da experiência da realidade do autor, estando o tradutor obrigado a converter o “texto-tradução” em “tradução-texto”, inevitavelmente ambivalente, porquanto, depois de ter começado por captar a experiência da realidade objecto da sua atenção, o tradutor realiza o trabalho maior de transportá-la intacta para o entramado linguístico e semântico da realidade (outra) para que está encarregado de traduzir, respeitando, ao mesmo tempo, o lugar de onde veio e o lugar para onde vai. Para o tradutor, o instante do silêncio anterior à palavra é pois como o limiar de uma passagem “alquímica” em que o que é precisa de se transformar noutra coisa para continuar a ser o que havia sido. O diálogo entre o autor e o tradutor, na relação entre o texto que é e o texto a ser, não é apenas entre duas personalidades particulares que hão-de completar-se, é sobretudo um encontro entre duas culturas colectivas que devem reconhecer-se."
quarta-feira, 9 de março de 2011
P.A.I. - Por Amor Incondicional
Foi por esse amor incondicional que fui à SP durante o feriado do carnaval para visitar e saber como anda meu pai.
Confissão: foi muito difícil segurar a emoção ao vê-lo tão abatido, magro e com aparência de quem esteve muito doente.
Sinceramente, preferia tê-lo visto mais forte, menos inofensivo, afinal é meu pai e teoricamente deveria ser bem mais forte e seguro que eu, filha e mulher.
Senti uma enorme vontade de trazê-lo para perto de mim. Como se ele estivesse precisando de ajuda ou de colo, mas sei pela lógica da situação que nossas vidas se encontram que ele está bem e bem cuidado por aqueles que o adotoram como pai e esposo.
Meu nó na garganta foi pelo choque, pela surpresa....
Meu pai, há tantos anos distante da nossa família percebi que ele tenta saber de todos, uma curiosidade natural toma conta dele em seus questionamentos... Deixei que ele visse algumas fotos da minha máquina e ele então com seu jeito brincalhão, condição que a doença não tirou dele, a brincadeira e a gozação.... Ele riu das pessoas, disse que todos envelheceram muito, menos ele.
Enfim, depois escrevo mais melhor sobre essa pessoa tão especial na minha vida.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Trocas inevitáveis, transformações....
Hoje transformamos o berço do nosso bebê em uma mini-cama....ficou linda e ele adorou a novidade ( pelo menos para pular e brincar)
Parece uma bobagem, mas para mim essa transformação simples é sinal de uma grande mudança.
Adoro tanto a fase de bebê.. adoro tanto cheirinho de bebê e possibilidade de se colocar nosso filho no colo e ninar..e proteger.
Daqui a pouco serão apenas lembranças.. deliciosas lembranças de ver aquela criaturinha tão pequena e indefesa adormecendo no meu colo.
Há uma confiança, uma segurança que colo de mamãe passa que o sono se torna tranquilo e sereno.. Nada pode atrapalhar esse momento.
Pois bem, esse momento aos poucos vão ficando escassos e raros...
Percebo que há alguns dias a atenção de Dante era toda voltada para mim quando eu chegava do trabalho. Dante tinha até o apelido de "grude" pois não largava do meu pé.
Hoje, algumas vezes, quando chego e ele está tão envolvido com os brinquedos que olha para mim, diz: mamãe! e se volta para os brinquedos..
É muito engraçado a sensação que essas pequenas mudanças causam, se não registrarmos ou através de fotos ou de postagens no Blog, acabam-se confundindo com o dia-a-dia e vc nunca mais lembrará dessas pequenas transformações e quando de repente se virar vai ter um guri descendo sozinho para o play e nós "mães" brigando para que subam para tomar banho.... Sei que será assim, é natural. Por isso quero aproveitar ao máximo meus dengos e chamegos com meu filho, meu bebê!
Tenho uma filha de 22 anos e muitas coisinhas do seu tempo de bebê não me recordo mais.. o tempo apagou, as pequenas mudanças foram se misturando e hoje quando vejo, tem uma linda mulher enorme deitada no quarto ao lado.
Lógico que amor de mãe não se mede pelo crescimento dos filhos. Amor de mãe não tem nada a ver com cheirinho de bebê e as gracinhas da infância. Amor de mãe vai além.
No meu caso, atualmente vivo dois extremos. Uma noite ri muito porque meus filhos estavam com cólica. Marianna, cólica mentrual e Dante cólica comum de recém nascido. Esses contrastes são engraçados e corriqueiros. As fomes e as ansiedades são diferentes, mas para mãe.. tudo é igual.. afinal é nosso filho..seja bebê ou seja adulto.
Marianna se produz e sai para a noite, a mim e só resta entregar na mão de Deus, nossa presença e nossos conselhos vão ficando cada dia menos necessários. Por outro lado, Dante só dorme depois de toda minha atenção, beijos, historinhas e brincadeirinhas na cama. Oramos e enfim ele adormece, mas essa rotina é um ritual entre mãe e filho, uma cumplicidade que adoro e vou manter enquanto ele quiser é claro...
Totalmente diferente da cumplicidade que Marianna compartilha comigo. Ela quer ouvir outros tipos de conselhos, quer compartilhar assuntos diversos sobre namorados, amigas, festa, shows cantadas que recebeu,"namorados" que só querem ficar, etc...
O encantador nessa minha história de mãe aos 20 e aos 40 é que me sinto preparada para cada uma das fases que meus filhos vivem.
Para Marianna o fato de eu ter vivido bastante, curtido bastante e conhecer um pouco da cabeça dessa juventude ajuda muito e nos aproxima, já ser mãe de Dante aos 40 anos me proporcionou uma experiência inenarrável, posto que é uma fase na minha vida em que estou muito mais segura de mim e das coisas que quero para minha vida, já cumpri a fase da minha realização profissional, com isso tenho mais tempo, valorizo mais o tempo ao lado dele.. tenho uma paciência que surpreendeu todos que convivem comigo, já que sou muito agitada e sempre mantive o discurso que não pretendia ter mais filhos, justamente por não ter paciência...
Adoro ser mãe dessas duas criaturinhas que Deus me abeçoou e me deu para criar e amar.
Peço sempre que Ele me permita vivenciar todas as fases que ainda virão, tanto de Marianna (netos) quanto de Dante ( diploma) srsrsrsrs Mãe é tudo igual....
Parece uma bobagem, mas para mim essa transformação simples é sinal de uma grande mudança.
Adoro tanto a fase de bebê.. adoro tanto cheirinho de bebê e possibilidade de se colocar nosso filho no colo e ninar..e proteger.
Daqui a pouco serão apenas lembranças.. deliciosas lembranças de ver aquela criaturinha tão pequena e indefesa adormecendo no meu colo.
Há uma confiança, uma segurança que colo de mamãe passa que o sono se torna tranquilo e sereno.. Nada pode atrapalhar esse momento.
Pois bem, esse momento aos poucos vão ficando escassos e raros...
Percebo que há alguns dias a atenção de Dante era toda voltada para mim quando eu chegava do trabalho. Dante tinha até o apelido de "grude" pois não largava do meu pé.
Hoje, algumas vezes, quando chego e ele está tão envolvido com os brinquedos que olha para mim, diz: mamãe! e se volta para os brinquedos..
É muito engraçado a sensação que essas pequenas mudanças causam, se não registrarmos ou através de fotos ou de postagens no Blog, acabam-se confundindo com o dia-a-dia e vc nunca mais lembrará dessas pequenas transformações e quando de repente se virar vai ter um guri descendo sozinho para o play e nós "mães" brigando para que subam para tomar banho.... Sei que será assim, é natural. Por isso quero aproveitar ao máximo meus dengos e chamegos com meu filho, meu bebê!
Tenho uma filha de 22 anos e muitas coisinhas do seu tempo de bebê não me recordo mais.. o tempo apagou, as pequenas mudanças foram se misturando e hoje quando vejo, tem uma linda mulher enorme deitada no quarto ao lado.
Lógico que amor de mãe não se mede pelo crescimento dos filhos. Amor de mãe não tem nada a ver com cheirinho de bebê e as gracinhas da infância. Amor de mãe vai além.
No meu caso, atualmente vivo dois extremos. Uma noite ri muito porque meus filhos estavam com cólica. Marianna, cólica mentrual e Dante cólica comum de recém nascido. Esses contrastes são engraçados e corriqueiros. As fomes e as ansiedades são diferentes, mas para mãe.. tudo é igual.. afinal é nosso filho..seja bebê ou seja adulto.
Marianna se produz e sai para a noite, a mim e só resta entregar na mão de Deus, nossa presença e nossos conselhos vão ficando cada dia menos necessários. Por outro lado, Dante só dorme depois de toda minha atenção, beijos, historinhas e brincadeirinhas na cama. Oramos e enfim ele adormece, mas essa rotina é um ritual entre mãe e filho, uma cumplicidade que adoro e vou manter enquanto ele quiser é claro...
Totalmente diferente da cumplicidade que Marianna compartilha comigo. Ela quer ouvir outros tipos de conselhos, quer compartilhar assuntos diversos sobre namorados, amigas, festa, shows cantadas que recebeu,"namorados" que só querem ficar, etc...
O encantador nessa minha história de mãe aos 20 e aos 40 é que me sinto preparada para cada uma das fases que meus filhos vivem.
Para Marianna o fato de eu ter vivido bastante, curtido bastante e conhecer um pouco da cabeça dessa juventude ajuda muito e nos aproxima, já ser mãe de Dante aos 40 anos me proporcionou uma experiência inenarrável, posto que é uma fase na minha vida em que estou muito mais segura de mim e das coisas que quero para minha vida, já cumpri a fase da minha realização profissional, com isso tenho mais tempo, valorizo mais o tempo ao lado dele.. tenho uma paciência que surpreendeu todos que convivem comigo, já que sou muito agitada e sempre mantive o discurso que não pretendia ter mais filhos, justamente por não ter paciência...
Adoro ser mãe dessas duas criaturinhas que Deus me abeçoou e me deu para criar e amar.
Peço sempre que Ele me permita vivenciar todas as fases que ainda virão, tanto de Marianna (netos) quanto de Dante ( diploma) srsrsrsrs Mãe é tudo igual....
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
De" "mamar...um hipopótamo = "s"
Desmamar não é fácil.
Ou melhor, é muito mais difícil do que começar na empreitada de amamentar nossa pequena criaturinha logo que nasce.
Precisamos amamentar quando ainda estamos meio atordoadas após o parto. Se tiver bico melhor, se não tiver se vire. As enfermeiras não querem nem saber... Fazem com que nos sintamos inúteis quando descrevemos a dificuldade de amamentar. Mas, enfim, depois que o bebê aprende o caminho das pedras, com bico ou sem ele se alimenta e nós nos sentimos completamente realizadas....e dane-se a opinião fria das enfermeiras de plantão.
Dai em diante é só campanha para você amamentar, Pelo menos durante os seis primeiros meses é extremamente importante.... e vc segue amamentando... seis, sete, oito, nove..10 meses.. Nossa Senhora, já é hora de tirar esse peito! O leite nessa altura do campeonato não alimenta mais, etc...E então começam as campanhas contra essa "amamentação desnecessária" Só que a essa altura tanto o seu bebê quanto você já criaram um vínculo, uma cumplicidade, uma ligação mais forte que o leite que sustenta. Passam a alimentar nossa alma de uma amor imensurável e o nosso bebê de uma confiança, de um aconchego, ou melhor, de uma tranqüilidade e segurança que ninguém mais do seu convívio pode oferecer, senão sua mãe.
Alguns dizem que o bebê está viciado, ok! e dai!? Viciado em coisa boa - tá valendo.
E daí vamos nós, começar um desmame de emoções, apegos, entregas...e no meu caso... de cara e bocas...dengos e chamegos adormecidos há mais de 20 anos.
Não vivi em toda minha vida outra felicidade que a de amamentar meus filhos.
“Amamentar é uma espécie de momento mágico, um momento onde mãe e filho se conectam numa linguagem que só eles dois são capazes de decifrar. Por isso acredito que ser mãe é uma benção. Mãe dá a vida, mãe sustenta, alimenta na verdade, mãe tem paciência e resignação, mãe tem tolerância, mãe não reclama, conta com orgulho e satisfação que não dormiu tomando conta, zelando do seu filho.Mãe age com o coração e defende seu filho com a razão, mãe canta pra ninar, inventa músicas, mãe carrega no colo mais de 15kl e nem percebe esse peso enquanto embala seu filho febril, mãe acorda, não transfere para outros esses cuidados, mãe observa e vigia, mãe releva, mãe ama incondicionalmente e sem preferências, escolhas ou opções.
Mãe é a presença de Deus constantemente na vida de qualquer filho, seja ele quem for. Por que será que Deus escolheu a mulher para ser mãe? Por todas essas razões que coloquei e outras tantas que não caberiam neste texto.”
... Marianna mamou durante os 06 primeiros meses e deixou sozinha o meu peito, não quis mais e pronto....Com Dante foi diferente.Ele não deixou, eu não tirei e ele chegou até os seus 1 ano e nove meses mamando e me amando.... Agora ele só me ama. Precisamos entrar no processo de desmama. Como fazer isso com tanta proximidade?
Como negar o peito àquele anjinho choramingando, quando não, berrando no seu colo? È duro! Muito difícil para qualquer mãe. Resolvi ler sobre esse processo, me informar e descobri que a técnica de transferência é eficaz. Tentei.
Comprei um bichinho de dormir, um hipopótamo, que ele chama de “Popó”, para substituir o momento da mama, e acalmá-lo nesses primeiros momentos. Ele adorou popó, sempre que está com soninho se lembra dele e esquece de me pedir "pexim", que é a forma que ele se refere ao meu peitinho...rsrsrs.Eu sempre oferecia e dizia: que peitinho mamãe? (já sinto saudades desses momentos)
Precisamos organizar nosso sono, o meu e o dele, a dependência da mama o faz acordar várias vezes de madrugada e eu, sempre disposta, por incrível que pareça, acordava e dava mama com muito prazer....
Mas, no dia seguinte estava morta de cansada.... e minha jornada de trabalho e responsabilidades não andam sozinhas... precisam de mim, disposta e ACORDADA!
Por essa razão abri mão do prazer de amamentar meu lindinho, que dizia todo bravo " é meu, é meu",se referindo ao “pexim” quando queria mamar....
Vou me lembrar desses momentos para o resto da minha vida...e tenho certeza que nossa ligação começou no cordão umbilical, durou toda a gestação, se estendeu na temporada de amamentação e vai se sustentar no nosso amor e cumplicidade por toda nossas vidas.
Obrigada Deus por me abençoar e ter me permitido alimentar meu filho de amor e de muito leite!
domingo, 12 de setembro de 2010
Pai, meu pai!
Olhar no futuro....
Olhando atravéz do horizonte e imaginar o futuro....
Foram 9 meses de gestação, são 1 ano e 8 meses de vida e já nos pegamos pensando no futuro desta pequena criaturazinha....
Digo, nós, pais, porque no olhar de Dante a única coisa que ele observava era um navio ao longe....E eu, mãe me peguei pensando daqui a uns 20 anos - quando olhássemos esta foto.... quantas coisas terão acontecido..quantas vivências e emoções... Esse defeito é nosso de adultos... olhar e ver o que ainda não existe... Se observássemos apenas o navio... o instante seria único, as expectativas não se criariam, as alegrias teriam sua vez e a tristeza jamais existiria.... Deveríamos aproveitar apenas o instante presente!
O instante em que o brilho dos olhos de Dante apontavam para o azul imenso do mar... o instante era aquele em que o vento balançava seus cachinhos, o instante era o seu cheirinho que retornava pelo passar do vento... o instante era ouvi-lo dizer "mãe" , o instante presente era sentir sua pequena mãozinha segurando meu pescoço, o instante era o de contemplar seu sorriso de felicidade em correr na grama, correr atrás da bola...sem nem sequer saber se ao fundo tinha um tal de Farol da Barra... se aquele era um cenário de um cartão postal visto por milhares de pessoas por todo o mundo... O instante mágico era o de ser criança..era ter a segurança em ter papai e mamãe ao alcance dos seus pequenos olhos....e mãos.
O instante mágico é único, não volta jamais, não se repete... por isso e pelo meu pequeno, estou aprendendo a olhar e observar e, principalmente, enxergar os detalhes de se ser criança e da importâcia de se ter papai e mamãe por perto, enfim, uma família.
Obrigada mais uma vez meu Pai por este presente!
Salvador -Ba, 05/09/10
sábado, 7 de agosto de 2010
Só...
"Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa."Clarice Lispector
domingo, 27 de junho de 2010
...
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Clarice Lispector
Clarice Lispector
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Copa do mundo - África do Sul - 2010

Estamos em casa, eu, Artur, Dante, Marianna e mãe. Eu, Artur e Dante caracterizados de brasileiros, vestidos com as camisas da seleção. Marianna, na cama, lê Martha Medeiros, mãe resolveu descer para o Playground com Dante que estava inquieto. Eu e Artur ficamos torcendo para o Brasil. Quer dizer, eu resolvi vir para o computador e Artur insiste em me chamar a atenção para os vários lances dos jogadores, para os cartões amarelos que o árbitro resolveu dar hoje. Bom pelo menos os cartões são amarelos, cor canarinho das camisas do Brasil, isso de alguma forma deve ser um bom sinal, tomara que traga sorte. Ah! o tal do Galvão Bueno não cansa de repetir que Robinho está no banco de reservas.. ok.. todo mundo já sabe que Dunga não o convocou... várias conjecturas - por que sérá que Dunga não o escalou??... Minha resposta, bem RH, "é tudo estratégia de Dunga". Será?
Enfim, terminou o primeiro tempo e o placar é 0 X 0, Brasil e Portugal.
Estou com calor, aqui nesta época aqi no nordeste chove mas não faz frio. Tomamos tres latinhas de cerveja, quer dizer eu devo ter tomado, Artur apenas uns goles... Daqui a pouco vamos sair para almoçar e não podemos exagerar.. vamos dirigir, ou melhor, vamos conduzir nossa família e como já sabemos, bebida e direção não combinam.
Enfim.. só passei por aqui para registrar o momento Copa do Mundo, na África do Sul.
Boa sorte para o Brasil, sabemos que ele já está classificado para as quarta de final..mas é sempre bom vencer.. por isso... vamos lá Brasil... vamos vencer esse jogo e comemorar!
BRASIL!
terça-feira, 22 de junho de 2010
"Cada um tem aquilo que merece"

Sabe aquele dia em que você preferia não ter acordado naquela hora, para atender àquele compromisso, não queria ter que ver áquelas pessoas para resolver aquele problema...Na verdade você queria acordar achando que todas as sensações que estava sentindo fossem de um pesadelo... e então descobre que não foi, descobre que só quem passou foi a noite... só o que mudou foi o calendário. Seus problemas? Suas angustias? Infelizmente elas continuam ali... parece até que nem adormeceram com vc.. ficaram de prontidão só esperando vc abrir os olhos para o novo dia para elas te gritarem: Olha a gente aqui!!!
É a vida é assim mesmo...Nos prega umas peças de vez em quando.... Parece que quando tudo anda muito ameno, tranquilo ela resolve te dar uma sacudida, te faz parar para refletir...
Não, você não é o único que tem problemas! Ah..disso vc já sabia. O que vc não sabia é que num piscar de olhos faria parte daquela maioria terrível de pessoas que acham que não precisavam estar passando por isso ou por aquilo, ou que não mereciam estar passando por algum perrengue enorme... Lamento dizer, mas.. até para meus próprios perrengues eu costumo repetir...."Cada um tem aquilo que merece". Em algum momento de sua vida você irá compreender o que está passando ou penando...e então tudo ficará mais claro. Só lembro uma coisa, é preciso ter muita calma e, principalmente, muita paciência para resolver e aceitar os problemas, porque no final, no final tudo dá certo.
Bom, a noite chegou, fim de mais um dia... Hoje, tentei resolver alguns perrengues, aqueles que não dormiram na noite passada... Vou procurar me concentrar no sono de hoje para que, quem sabe, talvez, consiga embalar em sono profundo as angustias e as frustrações do dia de hoje e descansar meu corpo da longa jornada de hoje.
Orar, vigiar e acreditar.
Durmo em paz comigo e com a minha consciência.
Se Deus é por mim, quem será contra mim.
Boa noite,
domingo, 20 de junho de 2010
Os pais - Gilberto Gil/Jorge Mautner
Os PaisGilberto Gil
Os pais os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais!
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais!
Por isso não acham nada demais
Na semi-nudez de todos os carnavais
E na beleza estonteante e tão natural
Da moça que expressa no andar provocante
A força ondulante da sua moral
Amor flutuante acima do bem e do mal
Os pais os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais!
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais!
Por isso não podem fugir do problema
Maior liberdade ou maior repressão
Dilema central dessa tal de civilização
Aqui no Brasil sob o sol de Ipanema
Na tela do cinema transcendental
Mantem-se a moral por um fio
Um fio dental!
Os pais os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais!
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais!
Por isso não acham nada demais
Na semi-nudez de todos os carnavais
E na beleza estonteante e tão natural
Da moça que expressa no andar provocante
A força ondulante da sua moral
Amor flutuante acima do bem e do mal
Os pais os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais!
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais!
Por isso não podem fugir do problema
Maior liberdade ou maior repressão
Dilema central dessa tal de civilização
Aqui no Brasil sob o sol de Ipanema
Na tela do cinema transcendental
Mantem-se a moral por um fio
Um fio dental!
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